11 de setembro de 2015

A Memória na Fotografia

Olá amigos,

Sempre é bom buscar pela memória os bons momentos da vida, mesmo que com elas (memórias), também venham agregados outros sentimentos, mas que necessitam ser sempre avaliados.

Em janeiro deste ano consegui fazer minha segunda longa viagem, pois a primeira foi em outubro de 2014, onde fiz com o colega Erasmo o Rio Grande do Sul e boa parte do Uruguai.

Esta foi especial para mim, pois era um sonho de juventude, se transformou numa grande aventura e graças ao bom Deus, correu tudo bem.

Percorremos pouco mais de 11.000 mil quilômetros e nos 22 dias conheci um pouco mais do meu país, grande parte do Uruguai e pode-se dizer que muito do Território Argentino, pois ir até o Fim do Mundo  tem disso.

Ou seja, conhecer novas culturas, povos, línguas, sabores e certo, alguns dissabores, mas nada que fosse comprometer a viagem e o compromisso de estar e ser feliz naqueles dias.

Recentemente uma pessoa que muito estimo perguntou se estava feliz. Ela mesmo já havia respondido que felicidade são momentos apenas. É isto mesmo, temos momentos felizes, nunca estamos completos nisso. Encerra-se ai a natureza humana, onde responde  que tenho tido momentos felizes.  

No todo ou em parte, digo que os relatos sobre a viagem podem até virar um livro, mas não tenho como transportar, pelo menos de forma mais concreta, todos os sentimentos que vivenciei nesta viagem. Estes são meus, impregnam agora minha alma, os levarei quando partir deste plano.

Mas posso dividir  as imagens fotografadas no percurso, pois como bem disse  Vilém Flusser , falando sobre fotos e fotografia:  “ O fotógrafo nelas navega, regiões nunca dantes navegadas, para produzir imagens jamais vistas” e continua, “... o fotógrafo salta por cima das barreiras que separam as várias regiões do espaço-tempo”.  Quando me dei conta era um fotógrafo de minha trajetória, havia  mergulhado num campo que cativa e seduz rapidamente, a fotografia.

Chega de escrita, vamos as imagens, congeladas no espaço-tempo, trazendo uma gama de significados que divido com todos.

É sempre importante dizer que também somos fotografados. 

Até mais. 

































15 de maio de 2015

O Imaginário de Onde se Pode Ir




Nestes vários anos que transito pelas redes sociais, mais ainda, a partir do momento que comprei minha primeira moto, com mais de 50.000 Km rodados, busco estar sempre garimpando o que for melhor para postar nos Blogs [Caprona e Avulsos Moto Grupo], onde cada link reflete um período, grupo de amigos e situações que vivenciei.

A saudade é grande de muitos amigos que já não mais estão rodando nas estradas deste plano de existência o que muito me entristece, pois todos tinham muitos planos, que de alguma forma tudo convergia para o motociclismo e com estes, muito aprendi

Mas porque estou agora com estas falas?  Já lhes digo, pois gosto de dedicar diariamente à leitura dos inúmeros sites, blogs e nas redes sociais para então abastecer minhas páginas. Com os de interesse, solicito por escrito (e-mail), autorização para reproduzir o material, pois entendo que direito autoral é questão de lei e de honra para quem transita pela net.

Vamos ao que interessa, pois num destes garimpos, no site http://blog.fabiomagnani.com/?p=28012, do professor e motociclista Fábio Magnani, da Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco  (sugiro a leitura), temos o texto “Motoqueiros em Fuga”.

O texto em si, de ótimo conteúdo e leitura, apresenta na inicial a reprodução do desenho “Poça D’agua (uma Litografia de 1953, do artista gráfico Maurits Cornelis Escher (1898-1972). Sugiro uma visita ao  site  http://www.mcescher.com/about/biography/, pois este desenho consegue traduzir  o que há muito tempo buscava para reproduzir as marcas de ser um viajante, neste caso um motociclista.  

M C Escher,  consegue na  imagem, (na análise de Magnani) mostrar as muitas formas de se viajar e imaginar todo o possível nos terrenos que se pisa. 

E quanto amim, me desdobro no olhar para também perceber a profundidade das marcas deixadas e o impacto que este caminho possa ter representado aos viajantes imaginários do autor

Então, estou aqui hoje para aguçar a curiosidade dos leitores com  o litografia e os dois links especiais, esperando seus comentários.


Um forte abraço,

Antônio C. Fernandes
Historiador/Motociclista

25 de março de 2015

Viajar e Fotografar

Olá Amigos, 

Volto a postar, desta feita, um breve texto que me caiu nas mãos ontem e percebi a importância e a relação com este momento de minha vida. 

Depois do Motociclismo, que não sei até quando poderei estar nas estradas, pois a idade se avança, encontrei na fotografia outro ponto importante para as descobertas que este mundo nos reserva. 

Vamos a fala.


“Duas atividades são essenciais para mim: viajar e fotografar. Viajo para ver de perto o mundo, e a vida que conheci lendo. (…) Já fotografar é uma das maneiras com que consigo parar o tempo e garantir que uma sensação fique retida sem precisar, necessariamente, da ajuda da memória.” J.R. Duran — fragmento do livro Cadernos de Viagem. Editora BENVIRA. 2012.

Como sempre é de bom tom dar algumas impressões, então posso dizer que: sou motociclista, viajo para fazer parte da paisagem, agradecendo a vida que me foi dada neste planeta, pelo tempo que me permitirem, conhecendo um pouco do que desejo, me inserindo nestas paisagens. 

Quanto a fotografia, veio também de um sonho de juventude, com todos os seus encantos. Congelo no tempo um pouco daqueles sonhos nos lugares por onde passo. 
E a memória, funde-se com as cores de todos estes lugares, que quando os deixo, deixo um pouco de mim. Viajando assim, me desfaço gradativamente, convertendo-me naquilo que sempre sonhei. 



Estância La Julia- Perto de El Chaltén


Meio do Nada 


Geleira



18 de fevereiro de 2015

Terra do Fogo - Uma Viagem ao Fim do Mundo

Olá amigos,


Bem, para mais ou para menos, as coisas acontecem sem que possamos ter muito o domínio delas. Mesmo tudo bem planejado,  sempre há um engendramento alheio, não significa negativo. Não quero dizer aqui  que há uma causalidade que nos rodeia, pois se fosse apenas isso, ainda assim tentaríamos o caminho.

Digo isso, pois os sonhos, sim, os sonhos que temos desde tenra idade, nos acompanham quando não contemplados e foi o que me motivou a esta longa viagem. A segunda, pois a primeira foi em outubro de 2014, onde fizemos uns 5.000 km pelo sul do país e Uruguay. 


A primeira vez que ouvi o termo “Terra do Fogo”, lá pela minha adolescência, instigou-me a conhecê-la. Sobre este local no fim da América do Sul de imediato me levou aos encantos dos relatos dos navegadores do século XVII, sobre esta terra no “fim do mundo”, onde povos antigos não deixavam suas fogueiras sucumbirem. Darwin passou por lá e lá também estive. Naveguei pelo canal de Beagle, estive nos glaciares, senti o sopro do antigos.


Esses sonhos nos perseguem, então dei início aos planos, que culminaram  em 22 dias de estrada sobre uma Honda Falcon por àquelas terras da Patagônia Argentina e Chilena, envolto num imenso deserto plano e de muito rípio. As paisagens que sempre admirei com suas montanhas nevadas, florestas de pinos, árvores curvadas pela força do vento de grande velocidade, geleiras que estimulavam questões sobre o seu tom de azul único e sua origem. Caminhei sobre elas e digo, é uma energia especial.

Motociclista do Alaska - Um ano e meio na estrada, agora de retorno. 

Aqui se inicia o relato e espero que apreciem, pois darei o melhor dos meus sonhos, dos anseios que me levaram para o Fim do Mundo. E adianto, tem muita gente no fim do mundo. Áquele lugar é uma conexão com todos os povos do planeta, pois não era apenas eu que tinha este sonho, então, há algo de mágico lá, que consegue reunir tantas culturas, línguas e costumes, para apenas estar lá e ser em parte, parte da paisagem.  

Lago em Ushuaia


Foram dois anos de planejamento para a viagem, a primeira moto, equipamentos, vestimentas, roteiros, hospedagens, custos e muitos detalhes. O bom em relatar os detalhes é quando falta algo, ali é que a caneta desliza.

Minha Moto e as montanhas nevadas em Ushuaia

No dia 14 de janeiro de 2015, na companhia do colega Erasmo Teodoro em sua GS 650 iniciamos a viagem.

Aqui colocarei aos poucos as fotos e os relatos, que são muitos, pois por mais bem planejado, os fatos inusitados são os que realmente gostamos de comentar, aqueles que fogem ao nosso controle. E como isso acontece?

Portal da cidade

Pensamos que são nossas vitórias, pois tudo estava num plano e quando saímos dele, ou quando sai do controle é o que temos de melhor para falar. Ali esta o cerne da viagem, nos encontros e desencontros, nos personagens exóticos e extremos que conhecemos pelo caminho, naquilo que não temos controle. O aprendizado da alma reconhece os personagens e os extremos, vê em cada olhar um antigo conhecido nos sonhos que temos durante nossa vida.

Vista da Pousada

Estou ainda escrevendo, e como sabem meus mais próximos, gosto muito de escrever. Tenho tempo e vontade, pois nesta viagem, percorrido que foram mais de 10.000 km, há muitas histórias, muitos caminhos e cruzamentos, personagens, sentimentos e percepções.

Para vocês um pouco da viagem ao paralelo 54. É só o começo.


Um dos objetivos - Final da  Rota 3 

Antônio Fernandes
Viajante/ Historiador



Algumas fotos para melhor ver onde passamos.






Colônia Del Sacramento - Uruguay

Travessia no Buquebus 

Vista do Hotel - Ushuaia

Montanhas em Ushuaia

Navegando até Perito Moreno

Um sonho realizado - caminhei sobre a geleira

Tur pela geleira -Perito Moreno

A frutinha  "El Calafate", que deu nome a cidade

Vista do lado em El Calafate

Deserto e muito rípio




O Monte Fitz Roy (El Chaltén)