25 de março de 2015

Viajar e Fotografar

Olá Amigos, 

Volto a postar, desta feita, um breve texto que me caiu nas mãos ontem e percebi a importância e a relação com este momento de minha vida. 

Depois do Motociclismo, que não sei até quando poderei estar nas estradas, pois a idade se avança, encontrei na fotografia outro ponto importante para as descobertas que este mundo nos reserva. 

Vamos a fala.


“Duas atividades são essenciais para mim: viajar e fotografar. Viajo para ver de perto o mundo, e a vida que conheci lendo. (…) Já fotografar é uma das maneiras com que consigo parar o tempo e garantir que uma sensação fique retida sem precisar, necessariamente, da ajuda da memória.” J.R. Duran — fragmento do livro Cadernos de Viagem. Editora BENVIRA. 2012.

Como sempre é de bom tom dar algumas impressões, então posso dizer que: sou motociclista, viajo para fazer parte da paisagem, agradecendo a vida que me foi dada neste planeta, pelo tempo que me permitirem, conhecendo um pouco do que desejo, me inserindo nestas paisagens. 

Quanto a fotografia, veio também de um sonho de juventude, com todos os seus encantos. Congelo no tempo um pouco daqueles sonhos nos lugares por onde passo. 
E a memória, funde-se com as cores de todos estes lugares, que quando os deixo, deixo um pouco de mim. Viajando assim, me desfaço gradativamente, convertendo-me naquilo que sempre sonhei. 



Estância La Julia- Perto de El Chaltén


Meio do Nada 


Geleira



18 de fevereiro de 2015

Terra do Fogo - Uma Viagem ao Fim do Mundo

Olá amigos,


Bem, para mais ou para menos, as coisas acontecem sem que possamos ter muito o domínio delas. Mesmo tudo bem planejado,  sempre há um engendramento alheio, não significa negativo. Não quero dizer aqui  que há uma causalidade que nos rodeia, pois se fosse apenas isso, ainda assim tentaríamos o caminho.

Digo isso, pois os sonhos, sim, os sonhos que temos desde tenra idade, nos acompanham quando não contemplados e foi o que me motivou a esta longa viagem. A segunda, pois a primeira foi em outubro de 2014, onde fizemos uns 5.000 km pelo sul do país e Uruguay. 


A primeira vez que ouvi o termo “Terra do Fogo”, lá pela minha adolescência, instigou-me a conhecê-la. Sobre este local no fim da América do Sul de imediato me levou aos encantos dos relatos dos navegadores do século XVII, sobre esta terra no “fim do mundo”, onde povos antigos não deixavam suas fogueiras sucumbirem. Darwin passou por lá e lá também estive. Naveguei pelo canal de Beagle, estive nos glaciares, senti o sopro do antigos.


Esses sonhos nos perseguem, então dei início aos planos, que culminaram  em 22 dias de estrada sobre uma Honda Falcon por àquelas terras da Patagônia Argentina e Chilena, envolto num imenso deserto plano e de muito rípio. As paisagens que sempre admirei com suas montanhas nevadas, florestas de pinos, árvores curvadas pela força do vento de grande velocidade, geleiras que estimulavam questões sobre o seu tom de azul único e sua origem. Caminhei sobre elas e digo, é uma energia especial.

Motociclista do Alaska - Um ano e meio na estrada, agora de retorno. 

Aqui se inicia o relato e espero que apreciem, pois darei o melhor dos meus sonhos, dos anseios que me levaram para o Fim do Mundo. E adianto, tem muita gente no fim do mundo. Áquele lugar é uma conexão com todos os povos do planeta, pois não era apenas eu que tinha este sonho, então, há algo de mágico lá, que consegue reunir tantas culturas, línguas e costumes, para apenas estar lá e ser em parte, parte da paisagem.  

Lago em Ushuaia


Foram dois anos de planejamento para a viagem, a primeira moto, equipamentos, vestimentas, roteiros, hospedagens, custos e muitos detalhes. O bom em relatar os detalhes é quando falta algo, ali é que a caneta desliza.

Minha Moto e as montanhas nevadas em Ushuaia

No dia 14 de janeiro de 2015, na companhia do colega Erasmo Teodoro em sua GS 650 iniciamos a viagem.

Aqui colocarei aos poucos as fotos e os relatos, que são muitos, pois por mais bem planejado, os fatos inusitados são os que realmente gostamos de comentar, aqueles que fogem ao nosso controle. E como isso acontece?

Portal da cidade

Pensamos que são nossas vitórias, pois tudo estava num plano e quando saímos dele, ou quando sai do controle é o que temos de melhor para falar. Ali esta o cerne da viagem, nos encontros e desencontros, nos personagens exóticos e extremos que conhecemos pelo caminho, naquilo que não temos controle. O aprendizado da alma reconhece os personagens e os extremos, vê em cada olhar um antigo conhecido nos sonhos que temos durante nossa vida.

Vista da Pousada

Estou ainda escrevendo, e como sabem meus mais próximos, gosto muito de escrever. Tenho tempo e vontade, pois nesta viagem, percorrido que foram mais de 10.000 km, há muitas histórias, muitos caminhos e cruzamentos, personagens, sentimentos e percepções.

Para vocês um pouco da viagem ao paralelo 54. É só o começo.


Um dos objetivos - Final da  Rota 3 

Antônio Fernandes
Viajante/ Historiador



Algumas fotos para melhor ver onde passamos.






Colônia Del Sacramento - Uruguay

Travessia no Buquebus 

Vista do Hotel - Ushuaia

Montanhas em Ushuaia

Navegando até Perito Moreno

Um sonho realizado - caminhei sobre a geleira

Tur pela geleira -Perito Moreno

A frutinha  "El Calafate", que deu nome a cidade

Vista do lado em El Calafate

Deserto e muito rípio




O Monte Fitz Roy (El Chaltén)




16 de outubro de 2014

Uma Boa e Longa Viagem

Olá amig@s,


Dentro do que se planeja quando se adquire uma motocicleta que esta destinada a longas viagens, o mínimo que se espera é que seu proprietário possa atender a esta máquina tão especial.

Portanto, o planejamento para a Fronteira Sul ( RS, SC e Uruguay), foi posto em prática, quando neste mês (05/10/2014), na companhia do amigo Erasmo, rodamos pouco mais de 3.600 Km. Para mim um experiência única, pois até então não havia completado um roteiro assim, em  apenas sete dias.

O objetivo era fazer Chui (Chuy), entrar no Uruguay e costurando pelas principais cidades de fronteira, depois indo para Uruguaiana(RS) e Barra do Quarai, fronteira oeste do RS, passando pelos "Sete Povos das Missões" .

De momento vou deixar algumas fotos aleatórias no roteiro, pois estou tabulando os dados e completando minhas observações sobre a viagem.

Até mais.






28 de agosto de 2014

Protetor de Carenagem para a Falcon

Olá amigos da estrada,

Quero adiantar  ao público aficionado pela Honda Falcon, que a Chapam da cidade de Urussanga/SC, lançou  o protetor de carenagem com pedaleira para a esta moto. Este que escreve e outros que pude depois constatar estivemos  acompanhando e opinando  por e-mail ( eu por telefone também).

O resultado final (pelo menos de momento) é este que segue nas fotos, apesar que entendo, tal qual informei a empresa, o mais positivo seria adaptar as peças ao modelo 5763 (protetor de motor com pedaleira), também produzido pela Chapam.

Seria interessante passarmos a discutir possibilidades de melhorias, tenho muitas anotadas. Aguardo as suas.

Um forte Abraço.

Antônio Fernandes
São José/SC





Protetor de Motor tipo 5763





23 de agosto de 2014

REVISÃO GERAL






Olá amigos motociclistas,

Nos preparativos para as viagens, longas ou não, sempre foi importante para mim saber que a parceira de estrada esta em condições de me dar segurança e antes de tudo, fazer com que o custo beneficio com a escolha da moto fosse a meu favor. 
Meu papel é sempre conduzi-la com eficácia e responsabilidade, não apenas comigo, mas também uma responsabilidade social com àqueles que compartilham os mesmos caminhos. 



Para tanto  no último dia 13 a pretinha passou por uma revisão geral. Pense na revisão, pois acredito que sequer as autorizadas fariam com tanto afinco e cuidado, bem porque, estive presente durante o processo. Acompanhei cada peça desmontada, cada parafuso retirado, avaliando com o mecânico a necessidade de reposição ou não. Tudo foi vistoriado com muito cuidado como poderão ver nas imagens. 



Algumas peças foram trocadas,  tais como: A vela [R$ 36,00] que apresentou desgaste em sua estrutura (eletrodos), os rolamentos [R$  30,00] da coluna de direção (mesa) que já estavam marcando o pino central, onde foi  colocado outro modelo mais eficiente. Não me lembro o nome, mas era cônico, o cabo da embreagem [R$ 13,00],  que encontrava-se partindo os filamentos, foi também trocado. E a moto só tem 17 mil Km.



O filtro de ar [R$ 21,00] trocado, que mesmo tendo sido revisado há um ano quando comprei a moto,  com limpezas periódicas, apresentou excesso de partículas. Limpá-lo não seria mais adequado.


Recebeu novo conjunto de pastilhas de freio [R$ 22,00] traseira. Bem, no todo foram as peças trocadas, o complemento desta revisão veio tendo sido a moto toda engraxada (graxa azul), trocado o óleo das bengalas e feito a regulagem das válvulas.


Ou seja, ela foi toda desmontada. Posso dizer que a moto é outra depois desta revisão geral. E tem mais, o mecânico deu um banho na qualidade do serviço,  se dedicou a ela, não atende mais nada. Indico sem reservas. Carlinhos Motos, em São José/SC [48 8459-0098 e 9613-5603]. 



Os custos desta revisão variam conforme o modelo da moto, mas posso garantir que na supera as autorizadas.




Dou mais notícias a diante.  



Antônio Fernandes
São José/SC


25 de julho de 2014

Sonhar é possível


Porque de Moto?




“Porque de moto?”
Parte 1

O título não é meu, pois em algumas oportunidades li alguns textos com este mesmo tema. Mas ultimamente alguns amigos e outros que se aproximam para ser e até mesmo curiosos tem me feito essa pergunta.
De início até que gostava de falar a respeito, mas confesso que ficando enfadonho e digo o porquê. Os que me conhecem de longa data e até os mais novos, sabem que até 2010, jamais tinha colocado do traseiro no assento de uma moto para pilotar e as pouquíssimas vezes que o fiz, fora na carona. 

Confesso que de carona a situação é super desconfortável, bem porque, sou pessoa que prefiro ter o domínio da minha vida e sinceramente, de carona sobre uma moto a submissão é total. Não tens nada o que fazer e sua diversão é limitadíssima e ainda estás a mercê de alguém que a princípio, tens de confiar 50%. Pois o 50%  restante, depende muito do outros condutores que compartilham as estradas. Tem coisa pior.
Mas chega de enrolação e voltamos ao tema inicial que se detinha nos constantes questionamentos, “porque de moto?”.  Na verdade minha primeira moto foi uma Falcon 2007 (preta), pensa na relíquia linda, com quem fiz uns 35.000 km. A intenção inicial era comprar para meu filho que à época pensava em comprar uma moto e tinha preferência por modelos aerodinâmicos, ou seja, para velocidade. 

E como pai, arrepiei os pelos da nuca, pois mesmo sabendo da pessoa responsável que sempre foi, tinha ele outra qualidade, é jovem e isso o leva a 50 % para possíveis excessos. Portanto, um amigo apontou a solução, compre uma off-Road de média cilindrada, que lhe dará um pouco mais de controle na velocidade.
Dito e feito, mostrei a moto e o olhinho dele brilhou, negócio feito, o pai comprou a moto, claro que impondo condições. Depois de alguns meses vi a situação inverter, quem se apaixonou pela moto foi eu, que nem CNH tinha para ela. Tirei a carta e não parei mais de pilotar. E claro as condições impostas (sair com cadeado, levar o controle do alarme) ao jovem foram aos poucos não toleradas por ele e acabei ficando com a moto. Ele comprou uma CBR 250. 

Porque de Moto? Até em dias de chuva vou para o trabalho de moto, ainda mais que estou sempre me preparando para a minha longa viagem. Àquela que iria fazer em março deste ano para Ushuaia com o amigo Erasmo e pela trincada do tornozelo foi tudo abordado. Esse é outro relato que estou preparando com zelo, pois tombei a moto a 30 km/h e foi-se o pé esquerdo. 

No final das contas, ser motociclista veio a ser a realização do sonho de uma criança que ansiava por sua motoquinha, de um jovem que vislumbrava a possibilidade de tê-la e cresceu admirando motos e não as podia comprar, pois também jovem estava compromissado com a família visava apenas o bem-estar dela.
Sou do tempo da revista Moto Show [http://www.clubedr800.com.br/clube/motoshowDR.pdf], que colecionava mensalmente e assim o fiz por muitos anos. Pensa no papel acumulado com todos os lançamentos da categoria nos anos 80. Na verdade nunca deixei de sonhar com motos, só dei um tempo e desviei os interesses. Era o papel para alguns anos. 

Estou novamente com preparativos para uma viagem em outubro/2004, às regiões da Missões/RS e depois margear a fronteira do Rio Grande do Sul, voltando para Santa Catarina.
Por que de moto? Tem jeito melhor de viajar, pegar sol, chuva, vento, vendo os problemas crescerem na sua frente e sendo o para-choque, e literalmente fazendo parte da paisagem. Só de moto.
Há outras variáveis, tais como a forma como se pilota define muito sua personalidade e caráter na estrada, reflete também a educação que seus pais deram e muito do que vc não absorveu quando comete atitudes irresponsáveis. 

Com o amigo Erasmo - dez/2013

Então pergunto, porque não de moto? Econômica, versátil, exigente no equilíbrio e além de tudo exercita o corpo. Hoje estou com outra Falcon NX 400i, modelo 2013, onde pouca coisa mudou e sinceramente a Honda continua massacrando a gente. Lhe tiraram muito do estilo que a consagrou. O que mais sinto falta nesta é a proteção cromada da ponteira de descarga. A atual é de plástico, vergonha para a Honda, fora o fato de ainda não ter melhorado o assento dela. Ergonomicamente não é adequada para longas viagens. E lá vem o assento de gel.  

De momento fico por aqui.


Dez/2013 Bom Jardim da Serra indo para o RS

Antônio Fernandes
Motociclista






16 de julho de 2014

O Imaginário de Onde Se Pode Ir




Nestes vários anos que transito pelas redes sociais, mais ainda, a partir do momento que comprei minha primeira moto e que já rodei cerca de 50.000 Km, busco estar sempre garimpando o que for melhor para postar nos Blogs [Caprona, Avulsos MG e Falcon em Viagem], onde cada link reflete um período, grupo de amigos e situações que vivenciei.

A saudade é grande de muitos amigos que já não mais estão rodando nas estradas deste plano de existência o que muito me entristece, pois todos tinham muitos planos, pessoais ou não e de alguma forma tudo convergia para o motociclismo e com estes, muito aprendi

Mas porque estou agora com estas falas?  Já lhes digo, pois gosto de dedicar diariamente à leitura dos inúmeros sites, blogs e redes sociais para então abastecer minhas páginas. Com os de interesse, solicito por escrito (e-mail), autorização para reproduzir o material, pois entendo que direito autoral é questão de lei e de honra para quem transita pela net.

Vamos ao que interessa, pois num destes garimpos, no site http://blog.fabiomagnani.com/?p=28012, do professor e motociclista Fábio Magnani, da Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco  (sugiro a leitura), temos o texto “Motoqueiros em Fuga”.

O texto em si, de ótimo conteúdo e leitura, apresenta na inicial a reprodução do desenho “Poça D’agua (uma Litografia de 1953, do artista gráfico Maurits Cornelis Escher (1898-1972). Sugiro uma visita ao  site  http://www.mcescher.com/about/biography/, pois este desenho consegue traduzir  o que há muito tempo buscava para reproduzir as marcas de ser um viajante, neste caso um motociclista.  

M. C. Escher,  consegue na  imagem (na análise de Magnani), mostrar as muitas formas de se viajar e imaginar todo o possível nos terrenos que se pisa. 

Quanto a mim, me desdobro no olhar para também perceber a profundidade das marcas deixadas e o impacto que este caminho possa ter representado aos viajantes imaginários do autor

Então, estou aqui hoje para aguçar a curiosidade dos leitores com  o Litografia e os dois links especiais, esperando seus comentários.


Um forte abraço,

Antônio C. Fernandes
Historiador/Motociclista