24 de junho de 2014
2 de fevereiro de 2014
Olá Novamento,
Completando o texto anterior, deixo aos amigos mais algumas fotos da viagem.
"LIMITE, só quem vai botar em sua vida é você"
Então, com base nessa frase. já da para imaginar que nasci nesta vida para superar os meus limites, físicos, psicológicos e pessoais, não significando que teria de ser um profissional ou atletas do motociclismo.
Esta foto merece uma comentário. Digo ser um vergonha para as autoridades quanto ao descaso e abandono que se encontra o local. O acesso é muito ruim e nas imediações das antenas, muita sujeira, pedras, tudo muito sem cuidados. Na minha opinião, em sendo as comunicações uma concessão da Federação, deveria haver responsabilidades para estes gestores e mais ainda aos concessionários, pois ganham muito dinheiro neste ramo e pelo que se vê, não cumprem a sua razão social para a região e o local que exploram.
Urupema/SC, todos os anos é mostrada em rede nacional e estadual [mídia], como local de visitação pela questão das baixas temperaturas e a neve. Mas não mostram o local no verão com seu abandono.
Um adendo, o local possui um rebanho bovino transitado em torno das antenas e lembro que os equipamentos emitem grande intensidade de ondas, haja vista, os equipamentos potentes no local. Pergunto: a carne e o leite destes animais são bons para o consumo?
Completando o texto anterior, deixo aos amigos mais algumas fotos da viagem.
"LIMITE, só quem vai botar em sua vida é você"
Então, com base nessa frase. já da para imaginar que nasci nesta vida para superar os meus limites, físicos, psicológicos e pessoais, não significando que teria de ser um profissional ou atletas do motociclismo.
| Saída de São José/SC |
| Urupema/SC |
| Erasmo no Portal de Urupema/SC |
| Acesso ao Morro das Antenas em Urupema/SC - para os 1750 metros de altura |
| Erasmo no visual no Morro das Antenas - Urupema/SC |
| Morro da Antena - Urupema/SC |
Urupema/SC, todos os anos é mostrada em rede nacional e estadual [mídia], como local de visitação pela questão das baixas temperaturas e a neve. Mas não mostram o local no verão com seu abandono.
Um adendo, o local possui um rebanho bovino transitado em torno das antenas e lembro que os equipamentos emitem grande intensidade de ondas, haja vista, os equipamentos potentes no local. Pergunto: a carne e o leite destes animais são bons para o consumo?
| Vista do mirante em Bom Jardim da Serra/SC |
| Com o amigo Erasmo em Bom Jardim |
| Erasmo - Acesso à São José dos Ausentes/RS |
| Antônio - Acesso à São José dos Ausentes/RS |
29 de janeiro de 2014
Sonho Interrompido "por pouco tempo"
Olá colegas de estrada.
Nem sempre as coisas saem como se
planeja ou quando não se planeja tanto quanto se deve. Escusas pela demora na
postagem, mas faltavam dados, pois estou de molho, literalmente. Conto já.
Na última postagem, puderam
perceber, que estava tudo pronto para a grande viagem [Ushuaia-2014], como
resultado do planejamento de dois anos e um sonho de juventude, desses que se deve alcançar nesta vida.
Geralmente as coisas acontecem
sempre com um propósito, vamos ver o que teremos de propósito nisso tudo ao final do relato.
Dentro do planejamento para a
grande viagem, veio a parceria do colega Erasmo [Fpolis}, que com sua GS- 650 também visava o mesmo destino.
| Região de Urubici-SC |
A afinidade foi imediata. Mesmo
objetivo, cuidados no planejamento e equipamentos eram os temas das conversas. Motos
e acessórios prioridade.
Tudo pronto para sair em meados
de fevereiro [16/02/2014] e para afinar na estrada, montamos um roteiro de
viagem para a Serra Gaúcha, pegando interior de Santa Catarina até São José dos
Ausentes (RS), onde ficaríamos rodando três dias na região.
| Urupema-SC |
Tempo quente, muito calor e mesmo assim, não declinamos das roupas adequadas. Boa parte do trecho seria em
estrada de chão e o pensamento sempre foi de cuidado redobrado.
Dia 27 de dezembro pegamos estradas,
sentido Bom Retiro, Urubici, Bom Jardim da Serra, Urupema, Painel [ tudo em SC ] e depois rumo
ao RS, via Bom Jardim-SC, em 84 Km
de estrada de chão, já sendo meia tarde quando pegamos esta via.
Era bom demais para ser verdade,
no trecho de terra e muita pedra ferro entre Bom Jardim [SC] e RS, perdi o controle
da moto e fui ao solo. Da para imaginar o resultado, tornozelo
esquerdo fraturado [eu disse que estava de molho]. Além do joelho esquerdo com arranhões, justamente o ponto onde tirei o protetor da calça, pois me incomodava a rótula. [pensa na burrice].
Posso Garantir que a roupa fez seu papel, fora a calça rasgada, a jaqueta X-11 (Iron), sequer ficou com marcas, pois não estava em alta velocidade. Não dava mesmo.
Posso Garantir que a roupa fez seu papel, fora a calça rasgada, a jaqueta X-11 (Iron), sequer ficou com marcas, pois não estava em alta velocidade. Não dava mesmo.
Bem. Resultado final. Ali findou nossa viagem e os meus
planos deste ano ir para a Ushuaia. [pelo menos este ano], salvo bater a fissura e pegar a estrada no final do ano.
Voltando ao tema, reforço a importância de
sempre viajar com companhia e o amigo e parceiro Erasmo provou ser GRANDE. Pensem no transtorno que resulta uma queda com
lesão, num fim de mundo. Pois ali abortei a viagem para ambos. Na verdade foi o que mais doeu, pois quanto ao pé, quase não sentia dor. Entrei andando no Hospital de Bom Jardim, pois fissura no osso do tornozelo dava ainda para andar. Claro que a dor veio depois.
Foi ele realmente um amigão, me
acompanhou ao hospital em Lages-SC (150 Km) e não arredou pé até saber se estava tudo bem
depois da cirurgia. Ainda trouxe minha moto para Floripa. Publicamente reitero
meus agradecimentos ao amigo Erasmo, que sou eternamente devedor.
Meus agradecimentos também ao motociclista
Roberto Paim, da cidade de Gramado [RS] que passava com sua companheira pelo
local, com automóvel e auxiliou no socorro, conduzindo minha moto até Bom Jardim da
Serra [SC].
Quanto a moto, poucos danos [piscas e
manete esquerdo, além de alguns arranhões na aba do tanque. Coitadinha da Falcon, primeiro tombo, mas já está no reparo. Hoje
estou com mais 5 pinos e uma placa, somando-se aos seis outros pinos e outra
placa no braço. A moto? Acho que não vai receber parafusos a mais (rsrsr). Mais
sorte que eu.
| Localidade de Sto Antônio- Bom Jardim da Serra-SC |
Hoje, recuperando-me aos poucos,
quase novo para montar na minha parceira de estrada, isso se o médico liberar
mais cedo. Não pensem que vou abandonar
o sonho, muito pelo contrário, está reforçado agora. Não vejo a hora de botar a bunda
naquele acento e pegar estrada e volto onde cai, pois já sei para que lado a pista vai.
Mas claro que tudo tem um
aprendizado e espero que a queda faça com que reveja vários itens, tanto no
equipamento, quando na forma de pilotar, pois o terreno era muito ruim, mas o
piloto (eu) teve toda responsabilidade na queda. Ainda vou passar pela mesma estrada.
| Bom Jardim da Serra-SC |
Não há como esquecer de agradecer a equipe médica do Hospital de Bom Jardim da Serra-SC e aos cirurgiões do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres em Lages-SC, que fizeram um excelente trabalho no meu tornozelo, coisa de primeiro mundo. Sem contar é claro que o Hospital dá uma banho na qualidade de atendimento, tanto nas acomodações quanto aos profissionais que lá trabalham.
Fico por aqui, pois volto aos planos
para rever ponto a ponto e seguir o sonho e claro, refletir neste período de molho [aprendizado].
Continuarei com os relatos.
Antônio Fernandes
São José-SC
São José-SC
19 de dezembro de 2013
Com o Espírito Já em Viagem
Finda mais um ano e como diz meu dileto amigo Pedro Santos " Caminhamos para frente é certo, mas deixamos nossos passos sem profundidade com marcas voláteis no tempo. Não olhamos para trás percebendo as cicatrizes de nosso caminhar, apenas transitamos como é permitido."
Estou na reta final, onde os objetivos da viagem se tornam mais próximos, os preparativos deixa-nos mais ansiosos, ou seja, agora é o válido de nossa experiência.
Pelas falas de Zé Albano, autor do Manual do Viajante Solitário, nos remete a simplicidade que é estar na estrada sob um motocicleta, pois o "mais importante do que alcançar o objetivo é aprender as lições que o caminho até ele ensina", e complementa quando lhe perguntavam de sua coragem em estar solitário na estrada “Coragem é a sua de ver a vida passar dentro de casa! Como é que você tem coragem de gastar a vida desse jeito?”
O que realmente quero que percebam vem do fato que minha alma já se encontra em viagem e, pelo tempo que for permitido lá estarei, mesmo quando preparando novos destinos. Ainda comentando Pedro Santos, costuma ele dizer que " ...o tempo cobra da mente, na alma etérea fica e o corpo matéria bruta se vai".
Quero levar na mente e na alma, toda experiência de meu corpo, no conjunto dos meus sentidos.
Antônio C. Fernandes
9 de dezembro de 2013
5 de dezembro de 2013
O Horizonte e o Destino
Quando se opta por viajar numa motocicleta deve-se estar
preparado inicialmente para fazer parte de um mundo totalmente novo.
Inicia sua aventura apenas indo na esquina, depois para o bairro vizinho e quando se dá conta está enfrentando trânsito pesado e o ponto no horizonte parece não chegar jamais.
Então você percebe que àquele mesmo horizonte transforma seu
bairro, cidade e país apenas num quintal diminuto. Neste momento é que tudo
muda, pois até então sua vida tinha fronteiras bem demarcadas e agora as linhas dos mapas passam as ser seus
objetivos.
E tem mais, estas mesmas linhas e fronteiras passam a influenciar
seu destino e o horizonte é visto como imensurável.
Nesse todo que agora você faz parte, além de seu pequeno
mundo anterior, juntam-se outros que também são chamados para essa aventura e
neste momento acontece outra mágica, pois os pontos no horizonte são
delimitados para dar vazão aos sonhos.
Estes sonhos tomam forma com horas, meses e anos de
planejamento e ao final tomo emprestado as falas de Guilherme V. Del Russo (*) : "Mas ao longo do tempo, aprendi que o legal não é chegar
logo, nem estar pronto, mas é curtir o caminho com calma. Que tempo é oxigênio
para continuar e continuar e continuar."
Então amigos, neste instante os pontos são delimitados, os
parceiros elencados, define-se os objetivos em comum e são traçados os planos.
A partir de agora estou iniciando os preparativos finais
para a longa viagem, está que será a prova de uma parceria homem e máquina, que
marcará a alma humana e terá nas parcerias
de viagem a perspectiva da solidariedade, amizade e respeito entre muitos
outros quesitos necessários para o sucesso percurso.
Daremos notícias.
Antônio Fernandes
Editor do Blog
(*) Site de
http://filosofiaderaros.blogspot.com.br/ - de Guilherme Villagio Del Russo, que recomendo.
21 de novembro de 2013
Olá amigos de estrada.
Espero que reflitam sobre o texto de Fábio Magnani
Uma pena que revistas, filmes e jornais tentem esconder toda essa complexidade do mundo das motos. Ou eles mostram só o modelo propagandista americano – motos inacessíveis em inexistentes cenários sem tráfego -, ou só as catástrofes do terceiro mundo – acidentes, fumaça, desperdício, violência e pobreza. Nenhuma dessas duas visões simplórias, uma feita para vender mais motos e outra para vender mais jornais, conduz a uma discussão minimamente inteligente de como aproveitar as vantagens das motos sem ter que conviver com os seus problemas. Na verdade, parece que todo mundo só quer saber de vender mais, sejam motos, sejam jornais, sejam esperanças eleitoreiras. Pouca gente está realmente preocupada em democratizar o espaço do cidadão e em diminuir os acidentes. "
Fonte: site http://blog.fabiomagnani.com/?p=26012 [Equilíbrio em Duas Rodas] -
Espero que reflitam sobre o texto de Fábio Magnani
"Motos Que Carregam o Mundo
Tenho certeza que as motos não são católicas. Isso porque não podem ser explicadas em sua totalidade nem pelas leis do Paraíso nem pelas penúrias do Inferno. Não são nem só boas nem só más. Motos estão mais para o Panteão Grego, com toda aquela mistura de caos e ordem, perfeição e mesquinharia, drama e comédia. Afinal, as motos trazem consigo acidentes, inclusão social, poluição, trabalho digno, desperdício, aventura, congestionamentos, lazer, dívidas e, o que eu mais gosto, as motos trazem consigo uma transgressão renovadora. As motos representam a vida exatamente como ela é: perigosa, inesperada, caótica, linda, libertadora e surpreendente.Uma pena que revistas, filmes e jornais tentem esconder toda essa complexidade do mundo das motos. Ou eles mostram só o modelo propagandista americano – motos inacessíveis em inexistentes cenários sem tráfego -, ou só as catástrofes do terceiro mundo – acidentes, fumaça, desperdício, violência e pobreza. Nenhuma dessas duas visões simplórias, uma feita para vender mais motos e outra para vender mais jornais, conduz a uma discussão minimamente inteligente de como aproveitar as vantagens das motos sem ter que conviver com os seus problemas. Na verdade, parece que todo mundo só quer saber de vender mais, sejam motos, sejam jornais, sejam esperanças eleitoreiras. Pouca gente está realmente preocupada em democratizar o espaço do cidadão e em diminuir os acidentes. "
Fonte: site http://blog.fabiomagnani.com/?p=26012 [Equilíbrio em Duas Rodas] -
3 de outubro de 2013
A Morte Devagar
A Morte
Devagar
Morre
lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias
contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas14 polegadas , ocupar
tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.
Autora: Martha Medeiros – Escritora Brasileira
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