9 de dezembro de 2013
5 de dezembro de 2013
O Horizonte e o Destino
Quando se opta por viajar numa motocicleta deve-se estar
preparado inicialmente para fazer parte de um mundo totalmente novo.
Inicia sua aventura apenas indo na esquina, depois para o bairro vizinho e quando se dá conta está enfrentando trânsito pesado e o ponto no horizonte parece não chegar jamais.
Então você percebe que àquele mesmo horizonte transforma seu
bairro, cidade e país apenas num quintal diminuto. Neste momento é que tudo
muda, pois até então sua vida tinha fronteiras bem demarcadas e agora as linhas dos mapas passam as ser seus
objetivos.
E tem mais, estas mesmas linhas e fronteiras passam a influenciar
seu destino e o horizonte é visto como imensurável.
Nesse todo que agora você faz parte, além de seu pequeno
mundo anterior, juntam-se outros que também são chamados para essa aventura e
neste momento acontece outra mágica, pois os pontos no horizonte são
delimitados para dar vazão aos sonhos.
Estes sonhos tomam forma com horas, meses e anos de
planejamento e ao final tomo emprestado as falas de Guilherme V. Del Russo (*) : "Mas ao longo do tempo, aprendi que o legal não é chegar
logo, nem estar pronto, mas é curtir o caminho com calma. Que tempo é oxigênio
para continuar e continuar e continuar."
Então amigos, neste instante os pontos são delimitados, os
parceiros elencados, define-se os objetivos em comum e são traçados os planos.
A partir de agora estou iniciando os preparativos finais
para a longa viagem, está que será a prova de uma parceria homem e máquina, que
marcará a alma humana e terá nas parcerias
de viagem a perspectiva da solidariedade, amizade e respeito entre muitos
outros quesitos necessários para o sucesso percurso.
Daremos notícias.
Antônio Fernandes
Editor do Blog
(*) Site de
http://filosofiaderaros.blogspot.com.br/ - de Guilherme Villagio Del Russo, que recomendo.
21 de novembro de 2013
Olá amigos de estrada.
Espero que reflitam sobre o texto de Fábio Magnani
Uma pena que revistas, filmes e jornais tentem esconder toda essa complexidade do mundo das motos. Ou eles mostram só o modelo propagandista americano – motos inacessíveis em inexistentes cenários sem tráfego -, ou só as catástrofes do terceiro mundo – acidentes, fumaça, desperdício, violência e pobreza. Nenhuma dessas duas visões simplórias, uma feita para vender mais motos e outra para vender mais jornais, conduz a uma discussão minimamente inteligente de como aproveitar as vantagens das motos sem ter que conviver com os seus problemas. Na verdade, parece que todo mundo só quer saber de vender mais, sejam motos, sejam jornais, sejam esperanças eleitoreiras. Pouca gente está realmente preocupada em democratizar o espaço do cidadão e em diminuir os acidentes. "
Fonte: site http://blog.fabiomagnani.com/?p=26012 [Equilíbrio em Duas Rodas] -
Espero que reflitam sobre o texto de Fábio Magnani
"Motos Que Carregam o Mundo
Tenho certeza que as motos não são católicas. Isso porque não podem ser explicadas em sua totalidade nem pelas leis do Paraíso nem pelas penúrias do Inferno. Não são nem só boas nem só más. Motos estão mais para o Panteão Grego, com toda aquela mistura de caos e ordem, perfeição e mesquinharia, drama e comédia. Afinal, as motos trazem consigo acidentes, inclusão social, poluição, trabalho digno, desperdício, aventura, congestionamentos, lazer, dívidas e, o que eu mais gosto, as motos trazem consigo uma transgressão renovadora. As motos representam a vida exatamente como ela é: perigosa, inesperada, caótica, linda, libertadora e surpreendente.Uma pena que revistas, filmes e jornais tentem esconder toda essa complexidade do mundo das motos. Ou eles mostram só o modelo propagandista americano – motos inacessíveis em inexistentes cenários sem tráfego -, ou só as catástrofes do terceiro mundo – acidentes, fumaça, desperdício, violência e pobreza. Nenhuma dessas duas visões simplórias, uma feita para vender mais motos e outra para vender mais jornais, conduz a uma discussão minimamente inteligente de como aproveitar as vantagens das motos sem ter que conviver com os seus problemas. Na verdade, parece que todo mundo só quer saber de vender mais, sejam motos, sejam jornais, sejam esperanças eleitoreiras. Pouca gente está realmente preocupada em democratizar o espaço do cidadão e em diminuir os acidentes. "
Fonte: site http://blog.fabiomagnani.com/?p=26012 [Equilíbrio em Duas Rodas] -
3 de outubro de 2013
A Morte Devagar
A Morte
Devagar
Morre
lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias
contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas14 polegadas , ocupar
tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.
Autora: Martha Medeiros – Escritora Brasileira
27 de agosto de 2013
Cuide da Postura na Pilotagem
Olá amigos(as),
Este vídeo ilustra muito bem o cuidado que devemos ter com nossa coluna vertebral.
Então, os cuidados ao pilotar devem ser observados.
Acredito que sirva bem para i motociclismo.
13 de agosto de 2013
Boas Lembranças
Olá pessoal,
Dizem que dia de chuva serve bem para lembrar das coisas boas da vida, da infância, dos amores de juventude, dos amores mais maduros, das brincadeiras com os filhos, dos lugares alegres visitados e que nisso tudo, as tristezas fiquem distantes.
Também é hora de lembrar dos amigos, bons amigos. Esta foto foi tirada em Capão da Canoa-RS [maio/2012], no canto esquerdo o amigo do peito Adriano. Temos que colocar as conversas em dia meu grande amigo.
Um forte abraço a todos.
Antônio Fernandes
Dizem que dia de chuva serve bem para lembrar das coisas boas da vida, da infância, dos amores de juventude, dos amores mais maduros, das brincadeiras com os filhos, dos lugares alegres visitados e que nisso tudo, as tristezas fiquem distantes.
Também é hora de lembrar dos amigos, bons amigos. Esta foto foi tirada em Capão da Canoa-RS [maio/2012], no canto esquerdo o amigo do peito Adriano. Temos que colocar as conversas em dia meu grande amigo.
Um forte abraço a todos.
Antônio Fernandes
![]() |
| Capão da Canoa-RS |
9 de agosto de 2013
INSTANTES
Portanto, entendo que estes versos atribuídos ao poeta Argentino Jorge Luis Borges, retratam o que penso neste momento da minha vida.
Posso garantir que há algum tempo tenho feito um pouco do que ele propõe, com bons resultados.
Pelo menos não quero sair daqui com um gosto insosso na alma, como se tudo tivesse sido enjoativo, como se as pessoas não tivessem jeito, como se a vida não fosse uma dádiva divina.
Agora quero chegar aos 85 e no meu derradeiro olhar lembrar de como foram todos os amores, os filhos, os pais, os que partilharam tudo isso e levo comigo em cada semblante, aceno, risos, sorrisos e olhares .
Ah, quantos olhares partilhei até encontrar o que amei.
Antônio C. Fernandes
INSTANTES
"Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo"
17 de março de 2013
A VIDA
Volver e Creer - Yanni e José José- 2008
Penso que a vida é o mais precioso que temos de Deus, claro que os nossos mais queridos serão sempre muito importantes, por isso entendo que esta música diz muito sobre nós e o que devemos à vida.
http://youtu.be/BNbOFVn0LnA
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